06 julho 2012

Um sonho francês - 6º parte


No dia seguinte acordei fiz minhas higienes e fui tomar café com o pessoal, entrei na cozinha Charlote e Brunot já estavam lá Rafael chegou alguns segundo depois de min.
Charlote estava me servindo uma xícara de café quando ela termino de servi Rafael pegou minha xícara Charlote disse:
- Você não esperou já ia te servi.
- Cecilia não gosta de café.
- É mesmo? Me perguntou Charlote.
- É sim... Respondi
- Ela é educada demais para admitir. Falou Rafael.
- Hoje vamos ter companhia para o almoço. Falou Brunot.
- Quem? Perguntei.
- Meu Irmão Alphonse. Respondeu Brunot.
- Não sabia que você tinha um irmão.
- Ele é dois anos mais novo.
Tomamos café conversamos a manhã passou rápido, eu estava ajudando Charlote com o almoço quando alguém bateu na porta.
Brunot atendeu e as vozes aumentaram logo ele e Rafael entraram na cozinha com um rapaz e o apresentou pra mim:
- Esta é minha amiga Cecilia e esse é meu irmão Alphonse.
Alphonse se dirigiu até mim beijou a minha mão e disse:
- Encantado.
- Muito prazer. Eu respondi.
Alphonse era um rapaz muito bonito cabelos escuros e olhos verdes mais era um pouco parecido com Brunot.
Depois do almoço colocamos algumas cadeiras no jardim e nos sentamos para conversar.

04 julho 2012

Um sonho francês - 5º parte


Quando ele terminou de falar notei que uma lágrima escoria pelo seu rosto então ele secou a lágrima com a mão e me e falou
- Eu disse que era uma bela tragédia. Por que você quis tanto saber a história?
- Porque quando o senhor falou aquilo vi um brilho no fundo dos seus olhos. Não foi uma tragédia o senhor conheceu o verdadeiro amor muitos não chegam nem  a vê-lo.
- Você é muito boa em observa oque esta em volta menina mais não consegue vê oque está na sua frente.
De que adianta ter conhecido o verdadeiro amor se eu a perdi?
Então Rafael falou:
- Você não a perdeu Mabelle estará sempre em seu coração ela será sempre (sua bela) nada nem ninguém vai poder tira-la de você.
Seu Odilon se levantou e disse:
- Esta na hora de vocês irem embora seus amigos devem estar preocupados.
Eu e Rafael nos levantamos num salto, eu andei até seu Odilon e o abracei ele retribuiu o abraço me senti como se fosse meu avô me abraçando.
Então eu sai sem dizer nada quando estava descendo os degraus da varanda notei que Rafael não estava comigo então parei para espera-lo.
Ele saiu algum tempo depois de mim e eu perguntei:
- Porque você demorou?
- Nada ele só estava me  falando o quanto você é uma menina especial.
Eu fiquei meio sem graça e falei:
- Sabe de uma coisa? Não ente oque ele quis dizer.
- O que? Perguntou Rafael
- Que eu sou boa em observar oque esta em volta mais não consigo ver oque esta na frente.
- Também não sei... Disse ele.
Quando chegamos Brunot e Charlote estavam na sala, Brunot disse:
- Já estava quase indo atrás de vocês.
- Por que vocês demoraram tanto? Estava preocupada. Disse Charlote.
- Cecilia convenceu seu Odilon a contar a história da placa para ela. Respondeu Rafael.
- Como você conseguiu? Brunot me perguntou.
- Não sei só esperei até ele decidir me contar. Repondi.
Rafael começou a rir e falou:
- Até parece que vocês  não conhecem a Ce.
Todos riram depois disso Charlote mostrou nossos quartos nos arrumamos e fomos dormir.

03 julho 2012

Um sonho francês - 4º parte


Então seu Odilon começou a falar:
- Era 1942 eu estava aproveitando o máximo os meus 18 anos, difícil de acreditar mas eu era um moço muito bonito e fazia muito sucesso com as garotas.
Era julho e o circo estava na cidade, eu nunca tinha ido ao circo pois era um jovem pobre meu pai falava que não valia apena gasta dinheiro com esse tipo de coisa.
Eu já ganhava meu próprio dinheiro fazendo alguns bicos então convidei alguns amigos e fomos todos juntos.
Quando me sentei na arquibancada ela estava lá do outro lado do picadeiro  linda de vestido azul, a moça mais linda que já vi na vida!
Eu não consegui presta atenção no espetáculo só tinha olhos para ela então quando acabou fui falar com ela, pela primeira vez.
O nome dela era Mabelle  (minha bela) o nome combinava perfeitamente com ela, eu a chamei para sair.
No dia seguinte levei ela para jantar em pouco tempo já estávamos namorando, mas a família dela não aceitava o namoro por eu ser mulherengo e pobre.
Amava Mabelle  mais do qualquer coisa na vida nunca a magoaria eu estava disposto a me casar com ela.
Foi quando a disse que ia viajar atrás de um emprego melhor e voltaria dentro de um mês fizemos aquela placa antes da viajem para simbolizar nosso amor.
Achei um emprego de contador em Fontainebleau uma cidade perto de Paris mas tive que começa imediatamente lhe mandei uma carta avisando.
Não tive resposta mandei outra carta, quarto messes depois mande uma pedindo que ela fosse se encontra comigo mas ela não apareceu.
Resolvi voltar quando cheguei descobri que ela tinha desistindo de mim porque eu era mulherengo, ela foi para o convento Cordeliers  em Paris.
Ela nem si quer quis me ouvir  mandou dizer que eu não era homem para ela, eu gritei tentei vê-la de qualquer jeito e acabei sendo expulso.
Depois voltei pra cá e nunca mais consegui amar ninguém Mabelle sempre foi e sempre será meu único amor até o dia de minha morte.

01 julho 2012

Um sonho francês - 3º parte


- Oque você quer? Ele perguntou.
- Quero saber a história daquela placa. Respondi.
- Vá embora essa história não é da sua conta.
Quando ele ia tentar fechar a porta na minha cara falei:
- O senhor pode até fechar a porta mais vou ficar aqui até o senhor resolver me contar.
- Então fique ai a vida toda. Após termina a frase ele bateu a porta na minha cara.
- Vamos embora. Disse Rafael que até então permanecia quieto observando.
- V á você embora vou ficar aqui até ele me contar. Me sentei a beira da varanda.
- E deixar você ai sozinha? De jeito nenhum.
Ele se sentou ao meu lado e ficamos em silencio cerca de duas horas se passaram, e eu resolvo lhe fazer uma pergunta:
- Rafa quando chegamos Brunot  te chamou no canto e te falou alguma coisa oque  ele te disse?
Rafael hesitou um pouco e respondeu:
- Brunot me perguntou se eu já tinha achado uma francesinha pra mim.
- É mesmo Rafa antes você era maior pegador agora não te vejo com ninguém por quê?
- É que viajamos muito não da para conhecer ninguém direito.
- Desde quando isso virou empecilho para você ?
- Dizem que quando a gente fica velho se acalma pode ser isso também.
- Até parece você velho só tem 23 anos. Disse rindo.
Ele me deu um cutucão com o ombro depois me abraçou, se passou mais uma hora .
Então Rafael me solto e começou uma frase:
- Ce...
Antes que ele pudesse termina de falar a porta se abriu então o senhor Odilon perguntou:
- Você não vai desistir mesmo?
- De jeito nenhum  respondi.
- Então entre com seu namorado antes que eu me arrependa.
- Somos só amigos. Falou Rafael.
Então entramos, a casa dele não era tão bonita quanto a de Brunot e Charlote mais era aconchegante  me lembrava a casa do meu avô.
Fomos para a sala ele sentou-se em um sofá e eu e Rafael em outro.

30 junho 2012

Um sonho francês - 2º parte


Uma espécie de placa caída junto a cerca do vizinho escrito: O et M pour toujours.
Que traduzindo para o português fica: O e M para sempre.
Eu fiquei olhando aquela placa por alguns segundos quando Rafael perguntou:
-Oque foi?
Eu apontei para a placa e disse sorrindo:
- Deve ter sido uma bela história de amor.
- Uma bela tragédia você quer dizer.
Falou uma voz com um tom irritado, olhei reconheci de imediato o senhor da estação.
Brunot o apresentou:
- Este o senhor Odilon nosso vizinho, esses são nossos amigos Cecilia e Rafael.
- Eu já os conheço a menina é atrapalhada e o menino é mal-educado. Respondeu o senhor e saiu.
- Vocês já se conhecem? Perguntou Brunot.
- Cecilia esbarou nele na estação e ele foi muito grosso com ela. Respondeu Rafael.
- Deixe isso pra lá ele é só um senhor solitário. Falou Brunot.
- Mas qual é a história da placa? Perguntei curiosa.
- Ele nunca contou para ninguém. Vamos entrar? Disse Charlote.
Entramos e conversamos por horas depois ajudei Charlote com o jantar, após comemos  ela cortou um pedaço de mil-folhas se dirigiu a Brunot e pediu:
- Amor leve esse pedaço para o seu Odilon.
Eu interferi depressa:
- Deixa que eu levo.
Charlote colocou o mil-folhas em um pote e me entregou. Eu sai e Rafael foi atrás de min:
- Por que você vai levar isso? Pergunto ele.
- Quero saber a história daquela placa.
- E tu acha que ele vai te contar?
- Acho.
- Você não muda mesmo.
A fazenda onde seu Odilon morava não parecia muito grande mais era bem antiga fui até a porta e bati. Ele abriu eu sorri entreguei o pote e disse:
- Charlote pediu para entrega para o senhor.
- Obrigado. Ele pegou o pote quando ele ia fechar a porta eu segurei.

28 junho 2012

Um sonho francês - 1° parte


Depois de um golpe de sorte nos negócios  e uma série de cursos  de línguas eu  e meu melhor amigo Rafael resolvemos  viajar pelo mundo juntos. Esse era um sonho antigo que eu tenho desde-da 8º serie e acho só compartilharia com ele.
Verdadeiramente demos a volta ao mundo conhecemos  vários lugares e várias pessoas, mas a pessoa que mais me marcou foi um senhor que conheci em Tours.
Tours é uma cidadezinha pequena e aconchegante perto de Paris. Rafael eu estávamos em Paris meu lugar favorito no mundo depois de Porto Alegre.
Quando decidimos visitar nosso um casal amigos nosso Brunot e Charlote  que conhecemos em London, eles tinham uma casa no  final da cidade ao lado de uma fazenda bem antiga.
Quando desci do trem esbarei nesse senhor  ele me xingou disse em voz irritada:
  - OLHE PRO ONDE ANDA MENINA ATRAPALHADA.
- Desculpe senhor? Eu disse.
- VOCÊS JOVENS NUNCA PRESTAM ATENÇÃO NO CAMINHO QUE SEGUEM.
- Ela já se desculpou. Disse Rafael interferindo.
- ME RESPEITE EU SOU MAIS VELHO QUE VOCÊ. Falou o senhor.
- ENTÃO FAÇA POR MERECER MEU RESPEITO. Rebateu Rafael.
- Desculpa pelo meu amigo.
Eu disse e puxei Rafael para irmos embora enquanto nós saiamos Rafael reclamava.
- Cecilia por que se desculpou com aquele cara ele foi groso com você.
- Rafa ele é só um senhor e deu para notar que a vida foi severa com ele.
- Ce você sempre tão sensível.
Almoçamos em um restaurante simpático perto da estação era cerca de 12:20 depois fomos para a casa depois seguimos para a casa de nossos amigos.
Quando estávamos quase chegando avistei Charlote estendendo roupas, ela nos viu e gritou:
- BRUNOT CECILIA E RAFAEL CHEGARAM. Charlote tinha 23 anos cabelos castanhos meio cacheados pele branca era magra e muito bonita.
- Então Brunot saiu correndo.  Ele também tinha cabelos e olhos castanhos, tinha 25 anos.
Os dois nos receberam na frente do portão Charlote me abraçou segurou minhas mãos e disse dirigindo aos dois:
- Não é incrível a cada dia que passa a Cecilia fica cada vez mais linda?
Eu fiquei um pouquinho vermelha e falei: - Que isso? Você que linda.
Brunot puxou Rafael para um canto e cochichou alguma coisa no ouvido dele que não deu para ouvir.
Der-repente vi uma coisa que chamou minha atenção.

24 junho 2012

Será?

Esses dias quase fui atropelada escapei por pouco depois que isso aconteceu não fique aliviada, tudo que eu conseguia pensar era:
E se eu tivesse sido atropelada será que alguém além da minha mãe me visitaria no hospital? 
E se eu morresse será que alguém choraria por mim? Será que alguém sentiria minha falta depois de um mês?
Se eu fizesse essas perguntas para mim mesma a alguns anos atrás tenho certeza que a maioria das minhas respostas seriam sim, mas agora já não sei, não tenho certeza.
E essa duvidas me consomem não sei mas oque pensar, oque sentir, no que acreditar não sei mais nada.
A cada dia que passa fico mais perdida, mais esquecida, mais vazia.
Estou voltando a me encerar no meu castelo de gelo, de vazio, de esquecimento.
Queria um abraço quente para aquecer meu coração que ta mais congelado que um iceberg.
Eu já fui tão forte já passei por tanta coisa sozinha por que agora me sinto tão fraca?
Acho que fiquei tanto tempo sem sofrer que esqueci como lidar com o sofrimento.
Eu sei que vou passar por isso como já disse antes já passei por tanta coisa sozinha, e to aqui inteira só com algumas cicatrizes das batalhas vencidas.